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HISTÓRICO
Arraial do Cubatão, foi denominado o arraial que começou
a ser formado por famílias que emigraram do litoral e das Freguesias de
São José e Enseada de Brito, no princípio do Século XVIII, com a finalidade
de estabelecer um entreposto comercial com a região serrana. O embrião
inicial foi crescendo, pois havia a necessidade de se produzir farinha,
açúcar e outros gêneros alimentícios de natureza agrícola, procurados
pelos comerciantes da região serrana. Mais tarde fixaram-se no arraial
cerca de 30 famílias de alemães, que se retiraram da Colônia de Teresópolis.
Pelos anos de 1832 a 1839 foi levantada uma Capela em honra a Sant’Ana,
no lugar denominado “Morro da Tapema”. Foi nesta Capela que,
em outubro de 1845, os Imperadores do Brasil foram festivamente recebidos
e onde foi cantado solene “Te Deum”, oficiado pelo Vigário
de São José Padre Macário de Alexandria e Souza.
Em 1850, encontrando-se a Capela de Sant’Ana
em precárias condições, foi iniciada a construção de uma outra, no mesmo
local, que veio a ser a igreja matriz.
A povoação permaneceu na condição de Arraial,
até 29 de maio de 1854, quando, pela Lei Provincial nº 371, foi elevada
à categoria de Freguesia, com a conseqüente criação de Paróquia, sob a
invocação de Santo Amaro. Serviu de igreja matriz a então Capela de Sant’Ana
existente no Arraial. Por esta Lei foram também fixados os limites da
nova Paróquia, desmembrada da Paróquia de São José, como sendo: “a
foz do Rio do Braço e morro do Balthazar ao Norte, e deste em direção
ao morro do Pagará, seguindo até o da Taquara ao Oeste”. Por Decreto
de 15 de Março de 1856, nº 403, os limites anteriores foram ampliados,
compreendendo também o território do lado d’oeste do rio denominado
Braço São João, desmembrado da freguesia de Enseada de Brito”.
Com o intuito de atender os imigrantes católicos
alemães, em 1861, fixou residência em Teresópolis, hoje pertencente à
Paróquia de Santo Amaro, Pe. Frei Guilherme Roer OFM, dando início à primeira
comunidade Franciscana em Santa Catarina. Pela Lei Provincial nº 628,
de 11 de junho de 1869, era criado o Curato de Teresópolis. A partir dali
foram, por longos anos, atendidos os católicos, principalmente alemães,
residentes nas regiões que, passando por Rancho Queimado, São Bonifácio
e Anitápolis, iam até Braço do Norte e São Ludgero, no sul do Estado.
Em 10 de julho de 1891, para cá voltaram os Padres Franciscanos, em Santa
Catarina, de onde partiram para reativar e criar comunidades Franciscanas
pelo Brasil, o que se convencionou chamar “Restauração das antigas
Províncias da Imaculada Conceição (Sul do Brasil) e Santo Antônio (Norte
do Brasil)”, praticamente inativas graças à política anti-religiosa
do Império.
Através do Decreto 184, de 24 de abril de 1894
que cria o Município de Palhoça, Santo Amaro é desmembrada de São José
para, juntamente com a Enseada de Brito, formar o recém criado Município.
A partir de 1890 a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, de Enseada de
Brito, passou a integrar o território da Paróquia de Santo Amaro, situação
que se manteve até 1967, quando foi criada a Paróquia do Sagrado Coração
de Jesus, de Paulo Lopes. Em maio de 1900 os Padres Franciscanos assumiram
definitivamente a Paróquia.
A atual igreja matriz, que teve sua construção
iniciada em 1907, foi inaugurada e solenemente consagrada a 12 de novembro
de 1911, em cerimônia presidida pelo Bispo Diocesano Dom João Becker e
que contou com a presença do Governador do Estado.
Em 1930, Pe. Frei Clemente Tambosi OFM, pedia “licença
para ampliar a Residência dos P.P. Franciscanos, por ser a actual muito
apertada, ligando-a com a nova ala da Igreja Matriz”. Em 08 de abril
de 1921 a Paróquia de Santo Amaro cede parte de seu território para a
criação da Paróquia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, de Angelina.
Em 1924 foi substituído o altar mor da igreja matriz, uma vez que o antigo
se encontrava totalmente destruído pelo cupim. Até chegar à atual denominação,
Santo Amaro da Imperatriz, o então Arraial do Cubatão foi conhecido como:
Arraial de Sant’Ana do Cubatão, em homenagem à sua Padroeira, nome
que conservou até 1943. Neste ano, passou a ser conhecido como Cambirela,
até que, em 1949, recebeu a atual denominação: Santo Amaro da Imperatriz.
Pela Lei nº 344, de 6 de janeiro de 1958, Santo
Amaro da Imperatriz é elevado à categoria de Município, com território
desmembrado do Município de Palhoça. A partir 1992, sob a coordenação
de Pe. Frei Tarcísio José Schuch OFM, primeiramente a Casa Paroquial e, posteriormente,
a Igreja Matriz, passaram por uma reforma geral que foi desde a substituição
dos pisos e dos telhados, até uma remodelação dos ambientes e instalação
de sinos no campanário da igreja.
Para mais informações, conheça o livro: "150 anos Paroquia Santo Amaro".
CAPELAS
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PADROEIRO(A) |
LOCALIDADE |
CRIAÇÃO |
 |
01. Nossa Senhora da Glória |
Loeffelscheidt |
1843 |
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02. Santa Teresinha do Menino Jesus |
Vargem Grande |
1846 |
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03. Santa Teresa |
Teresópolis |
1862 |
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04. Sagrado Coração de Jesus |
Águas Mornas |
1898 |
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05. Nossa Senhora de Lourdes |
Fazenda Lourdes |
1911 |
 |
06. Santa Isabel |
Santa Isabel |
1917 |
 |
07. São José |
Vargem do Braço |
1925 |
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08. Senhor Bom Jesus |
Bom Jesus |
1938 |
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09. Santa Luzia |
Pagará |
1944 |
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10. Nossa Senhora das Dores |
Combatá |
1948 |
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11. Nossa Senhora de Lourdes |
Bairro da Gruta da Varginha |
1954 |
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12. Santa Ana |
Sertão |
1962 |
 |
13. Nossa Senhora de Lourdes |
Gruta do Velacho ou Bairro Nossa Senhora
de Lourdes |
1963 |
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14. Nossa Senhora Aparecida |
Varginha |
1964 |
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15. Santa Cruz |
Santa Cruz da Figueira |
1968 |
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16. São Sebastião |
Bairro Sul do Rio |
1972 |
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17. Cristo Ressuscitado |
Fazenda Ressurreição |
1974 |
 |
18. Nossa Senhora Rosa Mística |
Caldas da Imperatriz |
1981 |
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19. São Francisco de Assis |
Bairro São Francisco |
1985 |
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20. Nossa Senhora de Fátima |
Taquara |
1991 |
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21. São Pedro e São Paulo |
Bairro Calemba |
1994 |
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22. São João Batista |
Braço São João |
2007 |
PÁROCOS
1854 - Pe. Isidoro Duarte e Silva
1864 - Pe. Carlos Fernando Cardoso
1864 - Pe. Antônio de Jesus Colares
1865 - Pe. Carlos Fernando Cardoso
1865 - Pe. Miguel Murno
1866 - Pe. Carlos Fernando Cardoso
1967 - Pe. Francisco de A. Pereira Gomes
1869 - Pe. Carlos Fernando Cardoso
1877 - Pe. Francisco Pedro da Cunha
1882 - Pe. João Domingos Alves Veiga
1882 - Pe. Arcanjo Ganarini
1900 - Pe. Frei Xisto Meiwes OFM
1904 - Pe. Frei Humilis Thiele OFM
1906 - Pe. Frei Jerônimo Goldkuhle OFM
1907 - Pe. Pe. Frei Osvaldo Schlenger OFM
1909 - Pe. Frei Lucinio Korte OFM
1911 - Pe. Frei Meinrado Pierre OFM
1917 - Pe. Frei Policarpo Schuen OFM
1920 - Pe. Frei Gervásio Kramer OFM
1921 - Pe. Frei Nicolau Leurs OFM
1923 - Pe. Frei Menandro Kamps OFM
1926 - Pe. Frei Clemente Tambosi OFM
1932 - Pe. Frei Gregório Kürpich OFM
1934 - Pe. Frei Hipólito Topp OFM
1937 - Pe. Frei Teodósio Krause OFM
1941 - Pe. Frei Anacleto Wiltuschnig OFM
1942 - Pe. Frei Benigno Vodonis OFM
1943 - Pe. Frei Vito Berscheidt OFM
1945 - Pe. Frei Fidêncio Feldmann OFM
1955 - Pe. Frei Modesto Terlan OFM
1958 - Pe. Frei Remberto Sessing OFM
1959 - Pe. Frei Fidêncio Feldmann OFM
1967 - Pe. Frei Joaquim Orth OFM
1968 - Pe. Frei Dalvino Munaretto OFM
1974 - Pe. Frei Adalberto Gaszczak OFM
1983 - Pe. Frei Faustino Tomelin OFM
1986 - Pe. Frei Geraldo Pe. Freiberger OFM
1992 - Pe. Frei Tarcísio José Schuch OFM
2001 - Pe. Frei Nolvi Dalla Costa, OFM
2007 - Pe. Frei Pedro da Silva, OFM
2010 - Pe. Frei Carlos Ignácia, OFM
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